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Pesquisa interessante na Inglaterra indica que hora extra no trabalho pode ser conseqüência de um casamento ruim.
(Ou será de um amante bom?)
É, faz sentido. Se em casa só tem novela da TV, novela da vida (porque se repete) e cama sequinha, talvez na cadeira do escritório role uma graninha a mais, pra depois investir em felicidade plástica em algum centro consumista.
É triste, mas faz sentido.
Aí cai na roleta, no espiral da busca pela falicidade no não-contato íntimo, na negação da infelicidade, na ditadura dos hiperbóreos. Na negação do humano.
Podem dizer também que hora extra é plano futuro. "Para comprar minha casa amanhã, vou trabalhar mais hoje." É uma escolha, sim, bem válida. Desde que não caia no vício, como eu já vi em muitos casos. Nem na dependência, do funcionário para com a empresa, ou pior: da empresa para com o funcionário, como acontece com meu pai. (Esse aqui luta... =/)
Gosto dessas pesquisas sócio-antropo-econômicas. São assunto de qualquer teor alcóolico. Menos o de 17% putz putz, claro.
(Notícia aqui.)
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O cara apostou que ia chegar aos 100.
Chegou.
Ganhou cemzinho.
Ou melhor, cemzão.
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Se a obra Chico Buarque lembra, entre outras coisas, a censura política daquela época de censura política pela força, não pela grana, então já possuímos alguma relação com essa nuvem icógnita de censura das TVs, que paira nos ares da Venezuela de Hugo Chaves e seu socialismo moderno.
E se zepelim nos faz lembrar da canção da Geni, da Ópera do Malandro que lembra Chico, vejam só, temos dois pontos em comum!
Estou falando dessa notícia aqui: "Capital da Venezuela usará zepelins para patrulhar ruas."
Na notícia lemos que, para combater a violência, Caracas será vigiada por 3 enormes zepelins gigantes, com um só comandante, que viu naquela cidade tanto horror e iniqüidade. A população se queda admirada pelas câmeras que cada um vai portar. O detalhe do slogan, bem dirigido: Nós estamos vigiando você para a sua segurança.
O eterno paradoxo...
É bem verdade que, se há violência na cidade, é preciso coibir o crime de alguma forma; no centro de São Paulo já temos algumas câmeras instaladas, vigiando as noites de quem se aventura por suas ruas de luz âmbar. (Aliás, estou apaixonado por aquela região em sua Virada Cultural...)
Do Lula (ele nunca sabe nada, mesmo...) não precisamos nos preocupar. Só que lá, a combinação vigilância+socialismo moderno+censura não me parece 100% de boas inteções.
Recentemente saiu uma pesquisa que diz que o Brasil, no mundo, tem a 90ª imprensa mais livre. Venezuela é bem pior, diz lá. A RCTV (a Rede Globo de lá) está dizendo pra todos que Chavez é anti-democrático, porque pretende não reafirmar a concessão da emissora. (Para saber mais sobre isso, leia aqui). Aqui, o Berzoini já tentou uns projetos recentes de censura; o seu redator encontrou um sinônimo suavemente eufêmico.
Três enormes zepelins? Caracas!
Geni, chama o Hugo!
Acontece que a donzela
E isso era segredo dela
Também tinha seus caprichos
E ao deitar com homem tão nobre
Tão democrático para com o pobre
Lembrou de "A Revolução dos Bichos"...
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O próprio consumismo já é termômetro: todos querem a juventude eterna. Mas uma certa faixa dela, não toda. Lembro-me da minha formatura do terceiro ano médio, evento que na minha escola acontecia conjuntamente com a "formatura" da oitava série: as meninas de 14, 15 anos eram mais macaquiadas que suas concorrentes colegiais de 17, 18. (Tá, vai, na época eu achava o máximo...)
Hoje é cada vez mais impossível advinhar a idade de alguém pela cara. Mesmo que in natura. Meu primo de 16 tem 1,89m. Calça tênis 45. Tirando uma espinha ou outra, não daria menos de 18, e nenhum segurança ousaria solicitar seu RG na entrada de uma festa alcoólica.
Mas também tem o outro lado. Os cosméticos anti-idade têm eficácia comprovada. Ninguém dá quarenta pra minha mãe, que em dois anos chega aos cinqüenta. Já perguntaram se eu era seu namorado. Só não fiquei com vergonha quando questionaram porque já tinha uma noção de que ela é conservada e de que, exceto pela incestuosidade, a relação 40-20 não seria alarde.
Adolescentes comuns querem parecer mais velhos do que são. As titias querem sair com as/os sobrinhas/os. De fato, os vinte-e-poucos anos é a mais disputada faixa etária das preferências aparenciais e, pelo jeito, sexuais.
Chega de blá. Leiam a notícia aqui. Alguns trechos pra cativar:
"Essas mulheres recém-divorciadas e bem de vida, com suas promessas de comida caseira, caminhadas estimulantes e um estilo de vida com pouca pressão estão se mostrando irresistíveis para o homem mais novo", disse o estudo. Parte dos homens também se mostraram interessados em encontrar uma mulher mais velha.
As razões de homens e mulheres, no entanto, são bastante diferentes. Enquanto as mulheres querem um namorado mais novo por causa da diversão e aventura, os homens procuram uma parceira mais velha para conforto e um bom prato de comida (!).
Mas, além do teor Contigo!, perceba as sutilezas da antropologia e sociologia aplicadas na eterna busca da Terra do Nunca.
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Em abril deu no site da organização muçulmana Ahmadiyya, que em português e com H errado (particípio do R), soa como um alemão pigarreando a palavra "armadilha".
— Ista é arrmadía, uma arrmadía!
Inclusive, foram os alemães que protestaram, dizendo que a pesquisa é falsa. Ela dizia: "carne de porco provoca homossexualidade".
Ou seja: comeu porco, virou gay.
Tirando a curiosidade do tema, das associações, será que não há uma trama religiosamente manipuladora por trás? Não será uma maneira de atacar, juntando, os preconceitos numa coisa só?
Ou será que o Leitão, do ursinho Pooh, virou ícone homo pelo islamismo, assim como o Bambi no Brasil?
Ou os porquinhos de Revolução dos Bichos serão alvo das ofensas?
Se for verdade, a pesquisa, estará provado que judeu não pode virar a casaca. E que devemos duvidar do heterossexualismo do macho que gosta de cachorro quente.
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