domingo, 20 de maio de 2007

Vem aí uma nova versão da bíblia

PS: eu ia dizer "quando a Igreja ainda era a política", mas, vide os casos de Estado não-laico na Turquia e nos EUA, mudei a frase para

Há muitos séculos, quando a igreja católica já era o poder político, por cerca de 300 anos alguns documentos só foram acessados pelos maiores representantes da religião. Ninguém além deles podia ver a Bíblia Sagrada.

Eu não consigo conceber a pureza da idéia de que a bíblia nunca tenha sido adulterada, nunca tenha sido direcionada aos interesses dominantes.


Para George Orwell, seria como a décima primeira edição do dicionário da Novilíngua.

Pois bem, pois mal: o Vaticano vai fechar sua biblioteca para reformas até 2010. Por três anos. Será que o termo "reformas" está empregado no sentido "construção"? Ou será que dessa vez o mocinho viverá no final?

Aguardem.
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Xenofobia no país da liberdade.

Já que nas escolas cristãs as crianças sofrem represálias até mesmo dos mantenedores, porque não criar uma panela de proteção aos muçulmaninhos?

Mas, a caça às bruxas, a Inquisição, as Cruzadas, só não estão oficializadas.

"O segundo ataque foi desferido por um grupo de conservadores, convencidos de que a escola será um antro de radicais islâmicos."


Mais [complete com um adjetivo]s aqui.




PS: temo que, por ser a Folha, talvez haja um outro lado, e controverso, da história. Mas, é como dizia um amigo: se concordo ou não, que pelo menos cause o exercício da discórdia.
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"Lutaram bravamente pela pátria..."

O Pentágono bem que tentou romantizar a guerra, mas os heróis em questão reinvindicaram a medalha do não-heroísmo.

Um soldado e um irmão de um abatido-em-operação acusam o governo dos EUA e o Exército de lá de distorcerem os fatos das guerras para torná-las mais atraentes ao público.

Lembra o filme "Em Busca da Honra". Mas recordas principalmente a distorção dos fatos que Winston presenciava, e com a qual obrigatoriamente contribuía, em seu mundo de 1984.

Eu juro não queria ler a obra parafraseada tão assim, todos os dias.
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O remédio pra todo pau

Brasileiros estudam veneno de aranha para a cura da impotência. A máfia do Viagra e concorrentes virá com o Venon, mas, de qualquer forma, é como bem dizem: nada levanta mais a cobra que uma boa aranha.

Com moderação, mas beba.

Capítulo da série "Faixa horária, etária ou otária", ou simplesmente "classificação indicativa."

Tem indústria de cerveja dizendo que o governo está tirando o pó da censura televisiva. Tem emissora que escandaliza a imposição de horários de permissão a certas picas de audiência. A minha opinião é que a indústria que se foda. Quanto ao resto, deixo nas palavras de Dalmo de Abreu, do Observatório da Imprensa:

"representantes e defensores das empresas de telecomunicações, que tentam enquadrar a nova portaria entre as práticas de censura [...] tentam assumir a postura de defensores da liberdade, existe a intenção de criar uma imagem negativa do governo, imputando-lhe intenções ditatoriais, esperando-se, com isso, forçá-lo a abrir mão de sua competência constitucional."


E outra: tá na lei que os veículos têm liberdade, desde que com responsabilidade.

Publique com moderação.
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